Na semana do dia 15/07 a Profa. Roberta Dalle Molle, coordenadora do curso de Nutrição da Cesuca participou do 27th Annual Meeting of the Society for the Study of Ingestive Behavior em Utrecht, na Holanda.

Este é um congresso internacional sobre comportamento alimentar que ocorre anualmente, organizado pela Sociedade de Estudos sobre Comportamento Ingestivo (SSIB – Society for the Study of Ingestive Behavior), bastante conhecido por pesquisadores do mundo todo que atuam nessa área do conhecimento.

A docente apresentou o trabalho intitulado ‘Impulsivity influences energy – dense food consumption in women with generalized anxiety disorder’, desenvolvido em parceria com alunos do PPG da psiquiatria da UFRGS, alunos da graduação em nutrição da UFRGS e professores da UFRGS, que também participaram da pesquisa.

Sabemos que muitos fatores podem influenciar o comportamento alimentar de indivíduos ansiosos, mas não sabemos exatamente porque algumas pessoas com ansiedade desenvolvem comportamento alimentar restritivo enquanto outros consomem alimentos em excesso, portanto essa pesquisa teve o objetivo de avaliar a associação entre impulsividade, autocompaixão e consumo de açúcar e gordura em mulheres com diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Escolhemos avaliar mulheres porque a prevalência de TAG é maior em mulheres do que em homens.

O que nós observamos é que existe uma associação positiva entre o consumo de açúcar e de gordura saturada com o escore de impulsividade, ou seja, as mulheres com TAG que são mais impulsivas consomem mais açúcar e mais gordura saturada. Também observamos uma associação negativa entre consumo de gordura saturada e o escore de autocompaixão, ou seja, as mulheres com TAG que tem mais autocompaixão consomem menos gordura saturada.

 Ao colocar essas associações em modelos estatísticos mais complexos, observamos que o fator que permanece como sendo determinante no consumo de açúcar e gordura saturada nas mulheres com TAG é a impulsividade, mas acreditamos que a autocompaixão tenha influência, mas o poder do nosso estudo não conseguiu atingir significância estatística para essa variável em modelos estatísticos mais complexos. Portanto, esse estudo, apesar de exploratório, pode nos ajudar a compreender melhor o comportamento alimentar dessa população que é vulnerável para o desenvolvimento de transtornos alimentares e excesso de peso, além de levantar hipóteses para outros estudos dentro deste tema”, observou a professora.